Julgamento no Supremo Tribunal Federal em relação à ADPF sobre anencefalia

Nós, da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos vimos por meio desta manifestar a nossa grande satisfação e alegria pelo resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal em relação à ADPF sobre anencefalia. O intenso e profundo debate que aconteceu nos espaços do Supremo Tribunal Federal em Brasília revelou, além da complexidade do tema, a imensurável pressão das forças fundamentalistas e retrógradas que atuam, principalmente no Congresso Nacional, em sua cruzada para impedir o processo do avanço civilizatório que ocorre em nosso país.

Nessa perspectiva o julgamento foi um momento histórico e que reveslou a grandeza e a profundidade do debate e da argumentação jurídica, científica, conceitual e ideológica que foi travada na instância máxima do judiciário brasileiro.

Mas, acima de tudo, e determinante no processo todo, foi o papel desempenhado pelo movimento de mulheres e feminista no encaminhamento da questão, na luta cotidiana, nos enfrentamos com o atraso e o obscurantismo e a habilidade e senso de visão estratégica revelado pelo grupo Anis, a companheira Débora Diniz e a CNTS ao desencadearem o processo mediante a ADPF.

Estamos todas e todos de parabéns! Mas, acima de tudo, o que mais nos alegra e fortalece é o resultado em favor das mulheres; da vitória da justiça e da luta contra a crueldade imposta às mães de fetos anencefálicos.

Celebramos, enfim, o avanço dos direitos humanos, das decisões individuais e soberanas das mulheres sobre o seu corpo e, acima de tudo, o aumento da compreensão pela sociedade e seus representantes sobre a laicidade do Estado como uma questão constitucional.

O Brasil cresce, avança, se humaniza!

Nós, mulheres, somos sujeitas históricas desse processo, o que muito nos engrandece e exalta.

A todas e todos, enviamos as nossas

SAUDAÇÕES FEMINISTAS

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Publicado em 3 de maio de 2012, em Movimento feminista, Saúde. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Clair (CAIA) querida, gostei do blog e já sou seguidora. Seguir você é confortável e inquietante ao mesmo tempo. Parabéns por essa e tantas vitórias que virão na trajetória de lutas. Da Sara

  2. Clair,
    seu texto me reportou aos vários momentos que seja na atuação profissional seja no desenvolvimento de estudo no mestrado quando estudei as caracteristicas epidemiológicas da ocorrência da sífilis congênita em nosso meio.Na literatura atinente, a etiologia desta é permeada de estigmas de origem machista,sexista, capitalista e outros aspectos discriminatórios que derivaram a primeira povoação brasileira, o coronelismo com destaque para a escravatura no que tange dentre outros aspectos a ocorrência da sífilis congênita.
    Camarada, em uma abordagem sóciológica,epidemiológica,epistemológica etc,você como lhe é peculiar,circunscreve o arcaboço que envolve os aspectos relacionados a mulher cidadã.
    Na atualidade, destarte alguns aspectos falhos do atual governo brasileiro,nossa presidenta tá sendo alvo do furor machista desta nossa sociedade. Eu corroboro com seu artigo.
    Parabéns!
    Fátima Almeida-baiana,nordestina,brasileira,Enfermeira militante do PCdoB,integrante da UBM,RFS,e filiada do Cebes,Aben,Coren,SEEb-BA e SBDST e SINDSAÚDE-BA.

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